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Como calcular o ROI da frota?

Uma das ações mais importantes de uma gestão de processos logísticos é o controle e acompanhamento contínuo de alguns indicadores, que ajudam a compreender melhor os resultados obtidos com as atividades realizadas e a tomar as decisões mais assertivas. Entre esses indicadores, podemos destacar um de extrema importância, tanto para o desempenho do negócio, como para a saúde financeira da empresa: o ROI da frota.

Neste artigo, vamos mostrar como as transportadoras devem calcular o Retorno sobre o Investimento da frota, o ROI, e qual a importância disso para a gestão de seus processos. Quer entender um pouco mais sobre como funciona e para que serve esse indicador? Então, continue a leitura e tome nota das informações a seguir!

Mas, afinal, o que é o ROI?

Do inglês, Return over Investment, ou simplesmente ROI, se trata de um indicador, geralmente utilizado pela área financeira com o objetivo de identificar o retorno de um determinado investimento feito pela empresa. De uma forma mais simplificada, o ROI permite mostrar aos gestores o quanto a empresa está ganhando ou perdendo com aquele investimento realizado.

Isso inclui uma infinidade de estratégias, sempre visando o lucro futuro ou a melhoria de processos. Sendo assim, o retorno sobre investimento pode ser utilizado em campanhas de marketing, treinamentos de vendas, aquisição de ferramentas e sistemas de gestão e, por fim, na compra ou manutenção de sua frota de veículos, por exemplo.

Como já é sabido, a gestão de caminhões de uma transportadora é algo que, de fato, pesa no bolso da companhia e, por esse motivo, calcular o ROI da frota se torna algo essencial e imprescindível para apurar o real desempenho dos investimentos feitos pela empresa nessa área.

Por que as transportadoras devem calcular o ROI da frota?

Conforme já citamos, a gestão de frotas é um processo contínuo e precisa ser realizado de forma minuciosa. Um simples detalhe ou a falta de controle dos processos internos, são capazes de impactar e, até mesmo, gerar rombos desastrosos para o financeiro de sua empresa. Portanto, além de capacitação de seus colaboradores e um bom ERP, lembre-se que acompanhar seus indicadores pode fazer toda a diferença para o seu negócio.

Sendo assim, calcular o ROI da frota é uma dessas ações que vai ajudar na sua gestão de veículos. Apesar de necessário, nem todas as transportadoras utilizam esse indicador em seus negócios, o que gera riscos e atrapalha a análise de que cada carro utilizado.

De forma geral, o ROI da frota, mostra o ganho ou a perda de um valor investido com os veículos da empresa e suas equipes. Ou seja, isso inclui desde a aquisição de novos caminhões à manutenção de outros, ou por exemplo, um treinamento especifico para os seus motoristas, no qual você queira avaliar os resultados que isso vai gerar no futuro.

Assim, todo e qualquer tipo de investimento que for realizado na frota de caminhões de sua transportadora ou na equipe envolvida, pode ser analisado sob a ótica dos retornos que eles trazem para a operação em geral.

Como calcular o ROI da frota de uma transportadora?

Existem fórmulas padrões recomendadas para se calcular o retorno sobre investimentos. No entanto, isso não é uma regra e os métodos utilizados podem variar de acordo com as necessidades e características de seu negócio.

Como dissemos no tópico anterior, o ROI da frota pode estar atrelado a uma série de investimentos feitas na área de transporte. Por exemplo, você pode calcular valores, em cima do consumo médio de combustíveis dos veículos mais antigos, ou avaliar se houve redução de custos com manutenção, depois de investir um sistema de gestão de oficina, entre outras coisas.

O recomendado é considerar fatores como o capital humano, a ociosidade de determinados veículos, frequência manutenção corretiva, os investimentos que a empresa faz em segurança e tecnologia, entre outros aspectos.

Enfim, para pôr em pratica o cálculo do ROI da frota, mostraremos a seguir, como funciona essa expressão matemática usada pelas empresas. Vamos lá?

Pois então, o valor do investimento é subtraído do lucro realizado, e essa diferença é dividida pelo valor total do investimento (ROI = lucro – valor do investimento / valor do investimento).

Mesmo parecendo algo simples de se calcular, é importante tomar certos cuidados e atenções na hora de aplicar as variáveis e, consequentemente, obter resultados condizentes. O trabalho final dessa ação pode incluir vantagens incontáveis à empresa, entre elas alguns exemplos abaixo.

  • redução de gastos com combustível;
  • melhor gestão das manutenções da frota;
  • aumento da vida útil das peças, como pneus, lubrificantes etc.;
  • otimização de processos internos;
  • melhor aproveitamento da frota e da equipe.

Confira um exemplo prático de como calcular o ROI da frota

Vamos tomar como exemplo uma transportadora que conte com a sua oficina própria, porém com gastos altos na compra de peças e materiais para a mecânica de sua frota. Ao perceber esse problema, o gestor decide investir em um sistema moderno e especifico para a gestão da oficina, com funcionalidades para controlar e organizar todos os processos, inclusive, as compras e o estoque.

Essa ação tende a planejar e organizar melhor esses processos e, consequentemente, reduzir os elevados custos com as peças em questão. Supondo que a empresa teve um investimento inicial de R$ 2000 com o sistema e, após a sua utilização (em um período determinado para a avaliação) a oficina teve uma redução de gastos, envolvendo as variáveis citadas no mesmo exemplo, no valor de R$ 3500. Logo, teremos o seguinte retorno sobre o investimento:

ROI = 3500 – 2.000 / 2.000 = 1500 / 2.000 = 0,75 ou 75% 

Certamente, se trata de um exemplo simples e prático, e de proporções pequenas, apenas para demonstração. Neste caso, o ROI de 75% é mais que satisfatório, tendo em vista que só o resultado obtido pela redução de custos, já é muito superior ao valor aplicado na implementação do sistema em questão.

Vale reforçar também que, se necessário, o mesmo calculo pode — e deve — incluir outras variáveis que o gestor achar relevante. Ou seja, ainda utilizando o exemplo de um sistema de gestão de oficina, depois de obter um resultado satisfatório em relação a redução de custos com compras, por que não calcular outros aspectos também? A frequência da troca de pneus, da troca de óleo, dos custos com jornadas do motorista, entre outras coisas, pode servir de exemplos para calcular o ROI da frota em relação ao investimento feito com o mesmo software.

Dentro do cálculo de ROI da frota, como classificar receitas e custos?

Outra pergunta bastante recorrente para calcular o ROI da frota está relacionada à classificação de cada variável. Afinal, o que é receita e custo nessa conta? De fato, quando o assunto é transporte e logística, esses conceitos podem complicar a cabeça de boa parte dos gestores, tendo em vista que não se trata, simplesmente, de compras e vendas.

Bom, mas vamos lá! Podemos dizer que “custos” são todas aquelas despesas realizadas para permitir a viabilidade do investimento (compra de materiais, treinamentos pessoais, aquisição de ferramentas, tecnologias e sistemas etc.). Já as “receitas” são os resultados gerados após a realização do investimento. Ou seja, diferentemente, de uma loja que compra e vende produtos, uma transportadora não deve considerar receita, apenas o lucro da venda de uma entrega. Redução de custos, melhorias no desempenho e processos, otimização dos setores e equipes, são alguns exemplos de “receitas” que podem gerar valores para calcular o ROI da frota.

Sendo assim, o próprio exemplo prático que citamos mais acima, considerou a redução do custo com a compra de peças da oficina, como a receita para o cálculo do ROI, percebeu? Para simplificar ainda mais, preparamos uma pequena lista com alguns exemplos do que pode ser considerado custo e receita para a área de transporte em uma empresa de logística, dentro desse conceito. Confira!

Custos (valores feitos com os investimentos)

  • compra de peças, pneus e ferramentas para uso na oficina;
  • participação dos colaboradores em eventos, palestras e treinamentos;
  • obras nos armazéns, garagens e depósitos;
  • gastos com terceiros;
  • pagamentos extras aos motoristas;
  • custos com fretes emergenciais;
  • custos com taxas, multas e outras obrigações;
  • gastos com seguros;
  • consumo médio de combustíveis;
  • manutenção preventiva e corretiva dos veículos
  • investimento com tecnologias.

Receitas (valores gerados com os resultados)

  • taxas de desempenho com entregas;
  • redução de custos;
  • otimização de processos;
  • melhorias obtidas pela equipe após um treinamento;
  • resultados gerados depois da implementação de um sistema de gestão.

Enfim, são apenas alguns exemplos de tudo aquilo que pode gerar um valor contábil e ser calculado no ROI da frota.

Últimas considerações para calcular o ROI da frota de forma eficiente

Antes de finalizar este nosso guia, é muito importante ressaltar algumas considerações finais para calcular o ROI da frota. Afinal, apesar de ser uma conta simples e com um resultado rápido, o cálculo do ROI pode apresentar algumas limitações e dificuldades para quem não tem muita experiência ainda.

Pensando nisso, separamos também algumas dicas de como o gestor deve se comportar e em que se atentar na hora de buscar os resultados do ROI. Veja abaixo!

Se atente a algumas limitações do ROI

O ROI da frota é um excelente indicador e, sem dúvidas, permite avaliar os resultados gerados de um determinado investimento. No entanto, ele conta com certas limitações que, apesar de não serem graves, em certos casos pode distorcer um pouco as informações geradas. Por exemplo, o ROI não leva em consideração fatores como inflação e sazonalidades.

Por isso, cabe ao gestor, em cada caso especifico, levar em consideração esses aspectos e tentar trabalhar com margens de erro ou certas adaptações no cálculo, que couberem e forem, de fato, necessárias.

Não trabalhe apenas com a quantidade

Na verdade, não existe um resultado mínimo e máximo para se avaliar o ROI da frota. Ou seja, um resultado final de 5% pode ser melhor do que um de 50%. Isso mesmo! Tudo vai depender das variáveis utilizadas na conta e o objetivo delas. Portanto, não dá para se basear somente em números, se eles não tiverem resultados reais no seu negócio.

Por exemplo, imagine que uma transportadora tenha aumentado significativamente o número de suas entregas, o que necessitou a aquisição de 4 novos caminhões. A princípio, esses números parecem ser positivos, afinal mais vendas passaram a entrar no caixa da empresa. No entanto, só se terá um valor real e assertivo, após calcular o ROI da frota. Será que, mesmo com uma demanda maior de vendas, esse investimento realizado, de fato, está compensando?

Mantenha-se sempre atento ao mercado

O mercado de logística está sempre em constante atualização e isso facilita na hora de realizar novos investimentos. Com toda a certeza, a tecnologia vem, a cada dia mais, trazendo ferramentas e funcionalidades que até pouco tempo eram inimagináveis. Isso sempre tende a ser um fator benéfico para os resultados da empresa.

Vamos citar como exemplo, a questão dos mais variados sistemas de gestão desenvolvidos, exclusivamente, para soluções logísticas que existem hoje. Essa tendência não serve simplesmente para agilizar e modernizar seus processos, mas também é um investimento que permite dar muito mais capacidades e ferramentas para estudar indicadores, como é o caso do ROI da frota.

Por meio de um sistema automatizado, você consegue gerar informações mais precisas e valores mais exatos, o que, consequentemente, facilita a disponibilização de dados para o cálculo do ROI. Ou seja, investir em tecnologia na área de logística é fundamental para se obter resultados mais concisos.

Enfim, essas foram as nossas dicas de como calcular o ROI da frota de sua empresa de logística ou transportadora. Sem dúvidas, essas é uma das ações mais eficientes para garantir uma boa gestão de seu negócio. A frota é parte fundamental da empresa, além de ser um patrimônio caro e que pode gerar custos elevados, quando não geridos da forma correta. Por isso, a cada investimento realizado pela a empresa, é papel essencial do gestor acompanhar e avaliar os resultados obtidos com essa decisão.

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